Paulo Sergio Rosa do Nascimento não é apenas o presidente da APDA.
Ele é alguém que viveu, na própria pele, o momento em que a vida parece parar.
Nascido em 1955, teve sua trajetória transformada em 6 de junho de 2001.
Um acidente de moto, quando saía do trabalho , mudou tudo.
Foram quatro cirurgias.
Tentativas.
Esperanças.
Mas a infecção trouxe uma decisão difícil: a perda da perna esquerda.
E junto com ela, veio o silêncio que muitos conhecem.
A sensação de fim.
O pensamento que ecoa em tantos:
"acabou."
Mas não acabou.
Ao conviver com outras pessoas amputadas, Paulo percebeu algo ainda mais profundo.
Não era apenas o corpo que precisava de cuidado.
Era a alma.
Viu pessoas desistindo.
Perdendo sentido.
Acreditando que não havia mais caminho.
E foi ali que nasceu um propósito.
Em 4 de março de 2004, junto com outros amigos que também enfrentaram a amputação, fundou a APDA, Associação Paranaense dos Amputados.
Não como uma instituição.
Mas como um lugar de recomeço.
Desde então, Paulo tem dedicado sua vida a mostrar que a amputação não define o fim de uma história.
Mas pode ser o início de uma nova.
Hoje, à frente da APDA, ele não fala apenas como presidente.
Fala como alguém que entende.
Que sentiu.
Que atravessou.
E que escolheu transformar dor em caminho para ajudar outros a caminhar novamente.